Sensibilizado com a escassez de pessoal na biblioteca da FAU, o senhor diretor prometeu uma funcionária eficiente para cobrir esta falta, buraco, ou melhor, rombo de funcionários! Ninguém menos que a Bete da Comissão de Graduação.
Conheci a Bete no banheiro, entre uma escovada de dentes e outra, e parece ser daquelas pessoas que eu gosto, a mil! Cheia de energia e é de gente assim que precisamos na biblioteca. Bom, pelo menos este escatológico banheiro das funcionárias da FAU, está me servindo para a conhecer novas pessoas.
Então, recebemos a informação que ela assumiria o seu posto em janeiro. Nos planejamos para recebê-la de braços abertos e sorrisos largos, mas era época de férias e ficou para o mês seguinte.
Fevereiro chegou com toda a força do verão e com ele, a nova notícia: a Bete precisa ficar na Comissão, pois é época de atender as transferências, equivalências, blábláblá, blábláblá. Sem saída, acatamos a nova ordem e continuamos a fazer novas carteirinhas, a emprestar, a guardar livros, revistas, projetos, slides, cds, dvds, enfim, a rotina de uma biblioteca com ou sem funcionários.
Aí veio março com suas águas fechando o verão e nós aqui, afogadas em livros e carteirinhas, com a vã esperança da breve chegada da Bete, como quem fica olhando o céu noturno a espera de um disco voador e se não existe disco voador, conclui-se: a Bete não veio.
Abril. O verão acabou e o outono chegou trazendo apenas o frio. Nos agasalhamos e enchemos nossos corações de mais esperança de que mais um calor humano viria esquentar o nosso desconforto ambiental. Mas ainda não era a hora da Bete:
- Ela precisa fazer uns acertos finais na Comissão de Graduação.
Em maio o frio apertou, acendemos uma vela para esquentar o ambiente e rezar pra Deus Nosso Senhor enviar a Bete de qualquer maneira.Parece que Deus tentou acender uma luz no fim do túnel e surgiu uma nova chama de esperança. É que uma funcionária de outra unidade veio para a biblioteca, a cedemos para a Comissão de Graduação com o intuito de a troca ser imediata. Ela pela Bete. A funcionária foi e nós ficamos de mãos vazias: A Bete não veio. Desta vez tinha que “treinar” a nova substituta.
Sem saída e com a porta de emergência trancada, nós aqui na biblioteca continuamos a emprestar e guardar livros, revistas, projetos, slides, cds, dvds, enfim a rotina de uma biblioteca, com ou sem funcionários.
Junho.
- Agora vem.
- Será que virá?
Alguém cantou: e no balanço das horas tudo pode mudar....
A última notícia que obtivemos, no banheiro, é claro, é que definitivamente a Bete não vem em junho e em julho estará de férias, será que no mês do cachorro louco ela vem?
Esgotado(a)s da esperança/sem esperança, espera/não espera, vem/não vem, só nos resta lembrar o Cazuza:
“Bete Balanço, meu amor, me avise quando for a hora...”
(dizem por aí que quem espera sempre alcança).
Conheci a Bete no banheiro, entre uma escovada de dentes e outra, e parece ser daquelas pessoas que eu gosto, a mil! Cheia de energia e é de gente assim que precisamos na biblioteca. Bom, pelo menos este escatológico banheiro das funcionárias da FAU, está me servindo para a conhecer novas pessoas.
Então, recebemos a informação que ela assumiria o seu posto em janeiro. Nos planejamos para recebê-la de braços abertos e sorrisos largos, mas era época de férias e ficou para o mês seguinte.
Fevereiro chegou com toda a força do verão e com ele, a nova notícia: a Bete precisa ficar na Comissão, pois é época de atender as transferências, equivalências, blábláblá, blábláblá. Sem saída, acatamos a nova ordem e continuamos a fazer novas carteirinhas, a emprestar, a guardar livros, revistas, projetos, slides, cds, dvds, enfim, a rotina de uma biblioteca com ou sem funcionários.
Aí veio março com suas águas fechando o verão e nós aqui, afogadas em livros e carteirinhas, com a vã esperança da breve chegada da Bete, como quem fica olhando o céu noturno a espera de um disco voador e se não existe disco voador, conclui-se: a Bete não veio.
Abril. O verão acabou e o outono chegou trazendo apenas o frio. Nos agasalhamos e enchemos nossos corações de mais esperança de que mais um calor humano viria esquentar o nosso desconforto ambiental. Mas ainda não era a hora da Bete:
- Ela precisa fazer uns acertos finais na Comissão de Graduação.
Em maio o frio apertou, acendemos uma vela para esquentar o ambiente e rezar pra Deus Nosso Senhor enviar a Bete de qualquer maneira.Parece que Deus tentou acender uma luz no fim do túnel e surgiu uma nova chama de esperança. É que uma funcionária de outra unidade veio para a biblioteca, a cedemos para a Comissão de Graduação com o intuito de a troca ser imediata. Ela pela Bete. A funcionária foi e nós ficamos de mãos vazias: A Bete não veio. Desta vez tinha que “treinar” a nova substituta.
Sem saída e com a porta de emergência trancada, nós aqui na biblioteca continuamos a emprestar e guardar livros, revistas, projetos, slides, cds, dvds, enfim a rotina de uma biblioteca, com ou sem funcionários.
Junho.
- Agora vem.
- Será que virá?
Alguém cantou: e no balanço das horas tudo pode mudar....
A última notícia que obtivemos, no banheiro, é claro, é que definitivamente a Bete não vem em junho e em julho estará de férias, será que no mês do cachorro louco ela vem?
Esgotado(a)s da esperança/sem esperança, espera/não espera, vem/não vem, só nos resta lembrar o Cazuza:
“Bete Balanço, meu amor, me avise quando for a hora...”
(dizem por aí que quem espera sempre alcança).
