sexta-feira, 14 de março de 2008

Outros Blogs

Resolvi adicionar links a dois blogs que gosto muito.
O dopiomcj é da minha amiga Maína, que trabalha com imagens, arte final, web e acho que por isso, seu blog é farto de fotos lindas e vídeos interessantes. todo dia dou uma espiadinha pra ver as novidades.
O outro, do meu primo Paulo, médico e linguístico (será que é assim que se escreve?) muito bom para dicas de cinema, livros, discos e viagens.
Leiam e comentem o blog deles...

quarta-feira, 12 de março de 2008

1- A senha do meu micro

Não sei porquê inventaram de por senha nos micros da biblioteca. Tempos atrás a senha, que nem me lembro mais, era uma palavra comum, tipo de gente civilizada: Let´s, Biblio, XPTO. Mas as senhas tempos em tempos, expira e temos que trocar. Vai daí, quando prazo da senha começa a vencer, o micro começa a dar a mensagem: sua senha expira em 15 dias, quer modificar agora? Eu clicava no NÃO.
No dia seguinte: sua senha expira em 14 dias... cliclava NÃO.
Sua senha expira em 13 dias, 12 dias, 11 dias.... até que numa sexta-feira não teve jeito e mudei para MERDA. Quando foi na segunda-feira seguinte, dia do meu rodízio, dia em que estou sonolenta e etc.... digitei a senha anterior, aquela de gente civilizada, e deu SENHA INVÁLIDA.
Merda! Eu disse, e aí pimba! Lembrei da nova senha e conclui que era a melhor de todas: i-nes-que-cí-vel. Passou meses e o micro voltou dar a mesma mensagem: sua senha expira em 15 dias, 14 dias 13 dias.... mudei par BOSTA e deu certíssimo. Também não esqueci.
Acontece que ontem expirou de novo e na correria, digitei BOSTA para a nova senha (eu já tinha mudado meses atrás para MERDA) e não prestei atenção na mensagem e entendi que devia digitar a anterior. Digitei MERDA, pediu para repetir e acho que digitei BOSTA.
Hoje, cheguei alegre e feliz na biblioteca, ligo o micro e estava lá piscando: digite a sua senha. Digitei BOSTA. Senha inválida. Digitei MERDA. Senha inválida. Putz! Pensei, não é merda e nem bosta, que merda eu fiz? Misturei a merda com a bosta, digitei MBOSTA não deu, bosta com merda: BMERDA, não deu.
Aí meu, fudeu, pensei.
Mas agora, graças a superhipermegablaster Vilani, que resolveu o meu problema, voltei para a MERDA

26/02/2008

2 - Beleza pura

Aaahhhh, essa biblioteca da FAU, quantas inspirações ela não me dá?
Cheguei aqui em 2001, era agosto, fim do inverno, mas ainda frio, muito frio e achei chiquérrimo ela usarem luvas de lã sem dedos, para digitar, não preciso dizer que as copiei rapindinho.
Fui conhecendo os meus (quando existiam) e as minhas colegas de trabalho aos poucos. Sou tímida, você sabe, e fui me interando dos jargões e das manias de cada um, seus tipos, tipinhos e tipões. Tropecei no puf roxo até descobri que era a Neusa, conheci a tia Sumaya através da Emily, por telefone, aprendi tomar chá vermelhinhos com a Edla, fugir da costureira-maluca Lisely, tomar conselhos com Araci, entrar em greve com a Regina, ficar zen com a Célia e a ter cuidado com as insanas mansas, que não são poucas.
E o tempo passou, a biblioteca cresceu, comecei a pegar o jeito, por osmose, e estou descartando feito louca, só não posso me esquecer da Célia, descarta-la jamais! Basta a Reitoria querer mandar embora nossas 69, número tão sugestivo! Mas que na Usp deixam as mulheres a beira de um ataque de nervos.
Contudo, nem tudo são flores e alegrias. De uns anos pra cá a coisa começou a complicar, as emoções se misturam em caracóis e cabelos de medusa, modernamente esticado na chapinha, é claro. Como a maioria aqui é mulher, e sabe cumé ki é, aquela concorrência de quem é mais gostosa, chique e fashion? Aí desembestaram a costumizar as roupas. É um tal de aumentar decotes, fendas das saias até onde Deus permite, sobem e descem barras das saias; compram desesperadamente coleções de colares, até parece que são girafas! É botox dali, tira peito daqui, aspira banha de acolá, trocam receitas de regimes, a Let’s até parece anorexica! A escova progressiva, nem se fala, virou febre: 4 entre as vinte! E a massagem na Matemática? Tem fila!
Creminhos da Avon e Natura para peles oleosas-secas-mista, para cabelos, para estrias, celulites, para qualquer coisa....a Vila fatura!
Mas não pense vocês caros leitores leigos das manhas uspianas, que estas pobres mortais são descontadas no contra-cheque, quando se deitam e deleitam em mesas de operações, não meu bem, tudo respeitando os direitos e deveres celetistas, apresentam um atestadinho do INPS ou descontam os dias daquelas férias vencidas, que ninguém mais se lembra que existiam.
Quiçá no futuro, até teremos nota fiscal eletrônica da Vilani, só para ter o descontinho nos impostos.
Aaaahhh! Como é bom trabalhar aqui. Acho até que, se um morcego resolver dar uma passadinha nesta biblioteca, tem grandes chances de se tornar uma Lady Laura.
Letícia - 29/02/2008

3 - Meia Nove, a melhor idade.

Trabalhar na USP é pior que participar do Campeonato Brasileiro de Futebol, se este é uma caixinha de surpresas, aquele é uma implosão de emoções, que são tantas e capazes de arrepiar os caracóis de nossos cabelinhos com escovas progressivas.
Era uma segunda-feira ensolarada de janeiro, repito, dia do meu rodízio, dia que fico trupicando nos pés e batendo a cabeça de tanto sono. Geralmente sou que nem corno: o último a saber, mas neste dia estava completamente outsider e não percebi o zumzumzum do lado de lá da minha sala.
Aí para saber do acontecido, a Mony teve que me ligar em casa já a noitinha, deixando seus filhos de lado – coitados- berrando pelo jantar! só para contar que as nossas queridas beach-girls e a conselheira para assuntos diversos, vulgo, Emily, Edla e Araci respectivamente, receberam uma carta da Reitoria lembrando-as – e precisava lembrar? – que completarão 70 anos e por conseqüência, serão aposentadas querendo ou não. Foi uma choradeira. Cruzes, eu disse, fudeu.
Foi um tremendo choque, uma falta de ética revoltante, falta de sensibilidade, falta de etceteras, não só porque espalhou para o mundo! que as meninas estão no meia-nove, como também serão praticamente expulsas desta magnífica instituição; como se as nossas super-hiper-mega-blasters girls não tivessem mais utilidades.
Ficamos catatônicos. E agora quem vai nos servir chazinhos vermelhos e rosas? Quem vai nos atualizar com as novidades do mundo fashion? Quem vai comprar revista pensando que é livro? E a tia Sumaya? Como é que fica? Quem vai nos interromper de 5 em 5 minutos: - Ki Ki é bem? Não escutei [aí a gente repete a conversa desde o início, que nem sempre chega ao fim].
E eu, que ficarei sem a minha consultora para dias melhores que estão por vir? Vocês sabem que a Araci é uma ótima conselheira para todos, outros e quaisquer assuntos, principalmente os sexuais. É só mentalizar a coisa que você quer, que pimba! Dá certo. Juro que estou tentando.
A Edla com aquele bronzeado de rica, que pobre não bronzea, tosta; caiu em prantos: quem vai cuidar do meu Kardex? Buááá´. Mas como uma lady já deu a volta por cima. Decidiu esquecer este momento 69 deprê e vai dar um rolê logo ali nos unaites estades.
A Emily, também com o bronzeado ubatubense de gente fina, ficou um pouco mais aérea e não sabia se ia ou se vinha, mas não chorou. E nós não percebemos muita diferença no seu comportamento.
Já a Araci foi mais racional: pôs as cartas na mesa, digo, todos os santinhos que podemos imaginar, fez uma prece pra Deus Nosso Senhor, Nossa Senhora, Santa que desata nós, santo Expedito, São Jorge, Nossa Senhora de Aparecida, ufa! E fez um contato imediato para a filha verificar na reitoria, como é que é esse babado.
Segundo investigações sigilosas, a aposentadoria compulsória é para autárquicos e elas são CLTs e só sei que nesse vai e vem de notícias desencontradas elas estão se fingindo de mortas, no deixa como está pra ver como é que fica.
Porém, esta situação está deveras me preocupando, já levaram a Eliana, até o fim do ano quiçá, irão as três meninas, a Rejane saiu do processamento técnico foi para o empréstimo que já deu no saco e agora foi trabalhar com a Neusa. Daí pra rua é um pulo, cuidado! Nesse troca-troca a Regina saiu de trás e foi pra frente, para perto da porta de saída. Eu to de olho na Fau Maranhão. Desse jeito vamos ter que por a plaquinha:

O último a sair, favor apaguar a luz e tudo leva a crer que será um morcego.

26/02/2008

4 - Tédio

Que tédio!
Não, não vou falar do avião da TAM, já tem muita gente melhor que eu escrevendo sobre o acidente; e sim do tédio, do silêncio, das saudades dos colegas de trabalho.
Aqui, deste lado de cá da biblioteca, estamos eu, vulgo Let’s, a Edla Marie (Maria é pros pobres) e a companheira Regina. A minha mesa fica numa ponta da sala e as duas lá, bem lá longe do outro lado. Só escuto um burburinho da conversa entre as duas e o barulho dos meus cliques e das teclas teclando o teclados.
Que marasmo está aqui!
Por incrível que possa parecer, estou sentindo falta do telefone berrando para a Emily e da músiquinha do seu celular. Há dias não escuto; “TIA SUMAYA!!!” “ALÔ, ALÔ DÁ PRA FALAR MAIS ALTO?”. “AINDA CHOVE NO MEU APARTAMENTO!”. “O SENHOR AINDA NÃO MANDOU A COTAÇÃO”.
Estou sem a minha companheira de café para falar do Jack Bauer (lindo e porreta); trocar figurinhas sobre filmes; para saber as últimas notícias do uol.com.br, do estadao.com.br e outros pontocompontobr....
A Vila, mesmo silenciosa e falando baixinho, ainda produz algumas ondas sonoras.
Da Célia vem o barulho da impressora, principalmente quando as etiquetas “engastalham no rolo da impressora” (#@$&*$*#*#!!!!*&!); o som metálico da tesoura sendo colocada na mesa e o infinheki da fita transparente (durex é pros pobres)
Falta também a Eliana dando os últimos informes dos babados lá de baixo: diretoria, tesouraria, compras e afins.
Até o Katinsky sumiu! Sinto falta do seu bordão: “Ah Rá! Tá todo mundo conversando! Cadê a chefa?”. Até tu, Brutus! Nos abandonou.
E os puxa-sacos? Onde estão? Tô de diretora há 9 dias e ninguém me deu nada, nem um bolinho, uma bolachinha, um pão de queijo, um chazinho, nadinha....
Será que já se acostumaram com o meu estilo light de chefia? Será que terei de endurecer, sin perde la ternura? Esta é a primeira crônica que não termina com a frase: “e fomos comer bolo para comemorar” Fim xôxo, não?
18.07.2007

5 - Ériquinha! (Feliz aniversário)

- ÉRIQUINHA!
É assim que eu a cumprimento quando a encontro sentada no micro, digitando, digitando, com aquele negocinho no ouvido.ÉRIQUINHA! Boa tarde!, não sei porque ela se assusta? Dá um pulo na cadeira e diz: AI! Que susto! É um maior furdunço, só porque falo um pouco alto: É-RI-QUI-NHA!

Lógico que capricho no É da Érica. O diminutivo é um agrado que não sei se agrada, mas acho que combina com a meiguice de sua pessoa.
Mas tudo isso só acontece quando ela aparece, quando não tem trabalho da faculdade, quando está bem de saúde, quando o ônibus a deixa chegar, quando ela acorda cedo, quando, quando, quando, sei lá mil coisas..... É-ri-qui-nha é uma caixinha de surpresas. Todos os dias nos perguntamos:
- Será que ela vem?
E se não vem:
- Será que ela está doente?
Não faz muito tempo foi um auê, aqui no lado de cá da biblioteca. Nossa Ériquinha sumiu uma semana sem dar satisfação. A Célia, a Regina, a Mony, ligavam para o celular e caía na caixa postal, ligavam para a casa e ninguém atendia, ligavam para a mãe e necas de pitibiribas... Aí pensamos o pior:
- Tá no hospital entubada.
- Mas a mãe nos teria avisado.
- Foi seqüestrada.
- Será?
- Liga na ECA!
- Cruzes, nem tanto...
- Ah! Há! Descobri! – gritou a Regina – Ela não vem porque tem um monte de trabalho para fazer.
- Aaaaaaa boooommmm..... fizemos em coro. Mas bem que podia ter avisado, né?

Já avisei para a Ériquinha trocar de profissão, bibliotecária não tem futuro.
Já falei vai ter que agüentar us susuários chatos, vai ter que dar assunto e classificação pra livro que ninguém vai ler e depois vai destombar e descartar; vai ter que procurar livro que ninguém encontra; vai ter que descobrir se, aquele livro de capa colorida tamanho médio em inglês, é o que o professor jura que consultou um dia na sua vida. E mesmo assim, ela insiste em estudar biblioteconomia; pra mim, aquele negocinho no ouvido não a deixa escutar a voz da sabedoria!. Reclamou que só a avisei no último ano do curso, oras bolas, nunca é tarde para mudar.

- Ô ÉRIQUINHA! Eu tô avisando....Mas já que você insiste, persiste e não desiste, vamos comemorar o seu aniversário. Vamos ao bolo!

19/10/2007

6 - Customizando o puf

Lá se vão cinco anos desde que conheci o Puf Roxo e muita coisa mudou no mundo e na terra, que anda por demais aquecida e derretendo os nosso cérebros e nos obrigando a andar quase nus.
Há de convir que o modelito Puf Roxo é para inverno, e como a Neusa não está querendo transformar seu corpinho de Vênus-gueixa em molho shoyo, resolveu customizar o seu Puf Roxo.

Agora quando vou tomar café não vejo mais um alcochoado ambulante, mas uma cama-sexy-redonda-com-espelho-no-teto de salto quinze. O salto é para tornear as suas batatinhas das pernas morenas do sol do cepe.

Ela não contou o seu segredo, mas fazendo uma pesquisa em sites de moda e observando a mudança gradual da nossa colega, acho que encontrei a receita, que repasso a quem possa interessar (principalmente eu)

Receita da costumização:

- Espete o Puf para esvaziar tudo;
- Arranque as mangas;
- Uma bela tesourada no decote da frente e de trás até onde Deus permita;
- Sutiãs aos lixo!
- Joelhos, costas, ombros e colo sempre à vista;
- Ajuste o Puf o máximo que puder ao corpinho;
- Uma maquiagem definitiva;
- Um marido e/ou amante (sei lá, né) que compareça.

E enfim, a cama-sexy-redonda-com-espelho-no-teto, que treme, revira os olhos e suspira em meio aos slides, projetos e monitores está pronta para falar:

- MORRA DE INVEJA!.


07.03.2007