domingo, 18 de outubro de 2015

Eu-Tânatos

Tédio. Não suporto mais o Jânio. Rendam o Redentor. Arranquem a tocha da Liberdade. Chega de Pão no meu Açucar. Vou comprar um Elefante e levar para o Morro. O Mas pintou os muros de Merda. Quero vomitar do Terraço Itália nas coloridas cabeças paulistanas. Quando o relógio do Nacional arder nos meus olhos, farei acrobacias no ar até cair de cu numa careca brilhante. Crivarei minhas costelas no asfalto, banhando de sangue todos os pés, e num último suspiro, mandá-lo-ei à puta que os pariu, fugindo doida e vandálica.
Será numa segunda-tédio-feira, que movimenta corpos cansados, enjoados de tanto amor de motel. Estômagos entupidos de pizzas e pinga. Olhos vermelhos, míopes, pulmões estourando de gases, mãos decepadas em arames farpados, pés concretos. Segunda sem feiras nem freiras que rezem sobre o meu corpo. Almas atômicas crentes na bomba. Eu só queria ver o cogumelo saindo da panela, subindo ao céu entre luzes, laser e raios, para buscar algum deus, mas a chuva veio antes.
Moro numa metrópole e, mesmo assim, não tenho câncer, ainda não fui atropelada nem alvo de um tiro perdido. Jamais tirei um pedaço de mim no hospital, médicos me salvariam.
Quem tem o direito de escolher a minha própria morte, além de mim mesma? É crime psicopatológico, esquizomaníaco, autodestruidor. É pecado, quando tuas células querem morrer e teus neurônios estupefatos comando teus músculos a apertar o gatilho. Ainda que o álcool escorra dos olhos e a língua ressecada de fumaça perca o sabor, me oferecem o espelho deformado da beleza.
Eros engano e quero Tânatos.
Veneno tem gosto ruim, que me fará vomitar antes que o encontre. Overdoses que trazem sonhos, está em falta no mercado externo da esquina. Uma corda no pescoço não me deixará sensual para esse encontro. Um tiro é másculo e instantâneo, não poderei assistir de camarote à morte. Afogamento me deixará ensopada, não sou frango nem gosto de Iemanjá.

"E se eu morresse amanhã?"

Depois de amar meu último parceiro, ir para Paulista esperar que o Itaú me dê a última hora certa. E como Petrônio voltar às montanhas do meu apartamento verde, regar meu corpo nu de vinho e escolher um rock adequado no micro system: "Daddy, you´re a fool to cry".
O estilete estará preparado na mesa de centro, sobre um lenço de rendas, ao lado de um copo de cristal não encantado. Como se fosse uma pedra preciosa, pegarei de leve e examinarei sua lâmina, que reflete a minha cor, limparei a pele veia e carne. Deixando o sangue estourar na janela escorrendo lento, limpo e viscoso. Com as veias abertas, escreverei na parede branca a última frase vermelha.
E neste estado de plena paz, levantarei os olhos para ver o sol pálido da segunda-feira nascer. O sangue misturando-se ao vinho, cuidando para que não coagule. Perderei os sentidos, sorrirei de prazer da última luz que piscará. O corpo já estremece bêbado como num orgasmo, a cabeça roda num protesto, but I´m full to cry.
Vou. Levitando até cair naquele sono profundo. Entro enfim no Nirvana tão procurado.

Àlvares aves ares.
Azevedo azedo, não beije Cármen.

(Conto publicado na coletânea  Contos Jovens, editora Brasiliense em 1987)

terça-feira, 6 de março de 2012

O BANZO*

Às vezes sinto um banzo, saudades da Biblioteca da FAU. Lá podia falar de todo mundo em minhas crônicas sem medo de cara feia. Podia falar da chiquérrima Edla, do je suis désolé da Eliana, da destrambelhada da Lisely e das marmitas da Satiko.

Já aqui na FSP como poderei transformar a garça-Hálida em crônica? Que quando anda pela biblioteca parece que está planando silenciosa em águas calientes...em silêncio....ou será que é por causa da minha surdez?

Jamais poderei falar da Miriam, que pelo contrário, faz barulhinho quando desce as escadarias em seu tamanquinho de atriz Hollywood dos anos 50? Só falta o pompom.

Já da líder dos diferenciados, a Antônia, posso falar, pois é minha chapa. Já criei o slogan para sua candidatura à diretoria: “Esfiha, quibe e festa todo dia é Antônia na diretoria!”

Para escrever uma crônica, pensamos nas características intrínsecas da pessoa que vamos falar, por exemplo, a tranqüila Gabriela que sempre inicia uma frase com Então.... assim...é..é...é..

A Gisele, operária padrão, orgulhosíssima por trabalhar nesta linda biblioteca da cor verde do mar de Pernambuco em dia de chuva. A Miriam Wrigg com seu estilo fraulein, que eu não questiono e obedeço.

Minha amiga de tempos idos, a super-mamy Carminha, cuida de todos nós como filhos exemplares e puxa a orelinha quando rola um stress, com seu dedinho em riste. Então tá, né?.

Com a samuray-Alice, não tem xororô, cuida do blog, face, twitter, homepage com mãos de ferro, segue à risca o planejamento. Para ela não existe mais ou menos, ou é ou não é.
Do meu chefe José não tenho muito que falar, exceto que é homem, coisa rara na biblioteconomia e que é surdo como eu. Interessante dois bibliotecários surdos no atendimento...

A Suely parece ligada na voltagem 330, tudo o que você pede ela já resolveu ontem.

Com a Maria Lúcia, uma enciclopédia ambulante, gente finíssima, aprendi muitas palavras novas e a melhor e inesquecível é: vi-tu-pe-rar, que segundo sua avó “elogio em boca própria é vitupério”, isto é, elogiar a si mesmo é um ato vergonhoso.

A Sônia, da aquisição é outra que me dou super bem, mas será que posso falar do seu andar de “balanço do mar”? Pra lá...pra cá.. Tipo assim: dá um passo e o corpinho vai pra esquerda, outro passo, e cai pra direita até chegar ao elevador na maior tranqüilidade.

Da Rosangela, só sei que gosta tanto de informática, micros, celulares e tecnologia hiperavançada que teve um dia, quando perguntei por ela, responderam que estava dentro do servidor! não sei como coube lá e não me pergunte como?

A Imaculada tudo sabe e resolve e se não souber “podexá’ que ela vai saber e resolver e ponto final.

Tem mais gente nesta biblioteca, mas como não convivo muito, ainda não consigo tecer considerações.

Minhas crônicas da FAU sempre acabavam em bolo e café na copa. Esta, terminarei na copa comendo um mísero club social com café but, just alone.
*Banzo: Nostalgia mortal que atacava os negros trazidos escravizados da África. – Adj.: Triste; abatido; pensativo.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário Aurélio. Curitiba: Positivo, 2004.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um dia eu volto....

Ando ocupada com a pós.
Um dia desses eu volto!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eu e o meu carro


Hoje paguei a 30ª prestação do meu carro.

A metade da dívida...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

vazio

Tem coisa mais chata do que não ter o que fazer?
Passar o dia olhando para tela do computador, tentando encontrar motivo para estar olhando para a tela?
Alguém me diz: então saia da frente do computador.
Respondo: estou trabalhando...nem um minuto a mais, nem um minuto a menos, senão repõe, os minutos em frente da tela .

domingo, 17 de outubro de 2010

Um email


Hoje vou transcrever um email que recebi de uma colega. Acho que jamais conseguiria descrever tão bem o dia-a-dia do processamento técnico de livros de qualquer biblioteca. Para não entregá-la não direi o seu nome nem qual biblioteca.

Letícia do meu heart e eu lá com os livros, com fornadas de livros, ninhadas de livros, toneladas, que eles estão se reproduzindo feito porquinhos da índia, não sei mais o que fazer, onde me esconder.  O Setor de Aquisição tentando empurrar para a nossa porta engradados de livros, e eu tentando jogá-los devolvê-los novamente (pela janela se sabe que é impossível, elas tem grades). E são reposições de livros com livros roubados de outras bbs (sim, acontece isso tb), livros faltando pedaço, livros roídos, cuspidos e mordidos, rabiscados e xixizados. Livros indecifráveis, inclassificáveis, livros escalafobéticos, livros assustadores, livros a puta que o pariu, livros psicodélicos, livros incredibles, livros nada sintéticos.... porque livros arroz com feijão e farofa não aparecem, só essas coisas meio óvnis, multiculturais e trans-über-porra-loucados.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Saúde



Mudei de mala, cuia e papagaio para a Biblioteca da Saúde Pública, de codinome CIR. Chiquérrimo, o nome. Não quero fazer comparações com as bibliotecas anteriores que passei em meus 20 anos de carreira, mas que é diferente, lá isso é. Venho da área das Humanas ( FFLCH e FAU) e na Saúde, sei lá meu, tudo é diferente, ainda estou assimilando as informações, as novidades, as bases, os assuntos, as trocentas localizações,etc.
Para aprender qualquer coisa, faz-se um treinamento, isto é, um funcionário capacitado te leva para a sala de cursos (cheio de micros) no (se não me engano) 1o. andar térreo (não pode falar subsolo, ops!) e te ensina a usar o Dedalus, por exemplo.
Hoje  o meu chefe (é homem! viu como é diferente?) cobrou de mim o uso do crachá, respondi:
 - Então...estou esperando vocês me darem um crachá.
Ele arregalou os olhos:
- Mas e o seu da FAU?
- Chefe, eu venho da Humanas, nunca usei crachá.
Choquei o chefe. Imediatamente ligou pra um, chamou o outro, me levou no DP e não tinha nenhum porta crachá disponível. Tive então que me contentar com um "provisório".
A partir de amanhã estarei devidamente "encrachada" e feliz por sentir que faço parte da equipe do CIR!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Crônica do adeus


Pois é, quem diria, tô indo, fui.


Também não esperava por essa, mas aconteceu. Rolou um clima e naquele momento em que surgiu a proposta, tive que tomar uma rápida decisão e não pensei duas vezes, me joguei de cabeça nesta nova relação aceitando o desafio de mudar de vida.

E agora estou aqui com o frio na barriga, como se fosse pular de Asa-delta sobrevoando o mar. Cheia de dúvidas e incertezas com este novo enlace, pura questão de Saúde Pública, pois já avisaram que terei que parar de fumar!

Não traí a FAU, não! Pois, todos já sabiam das minhas mal(as) intenções. Mas tudo foi muito rápido, fui pega de surpresa, tinha que dar a resposta na hora: vai ou não vai? Aceita ou não aceita.

Pensei então:

- Sempre sonhei em trabalhar perto da minha casa, a hora é essa, se não for agora, nunca mais.

Então tá, respondi: eu vou!

Vou me mudar para a Biblioteca da Saúde Pública esta é a razão do fechamento de um ciclo de vida, isto é, das crônicas da biblioteca da FAU. Agora FSP que me aguarde, mas prometo pegar leve. É que ainda não conheço o povo do lado de lá, por enquanto só a mãe-Carminha.

Vocês podem dizer: que lindo Let´s, esta é uma nova fase da sua vida; um recomeço; uma nova etapa, vai dar tudo certo, blábláblá, blábláblá...

O que eu sei é que aos 50 anos, com a falta de hormônios, a gente chuta o balde sim, a vontade de mudar o mundo vai para o ralo, só fica o cheiro e passamos a pensar em nós mesmo. O jargão qualidade de vida serve para justificar, eu quero mais é rosetar, fazer o menos possível, ser burocrático no trabalho e ter tempo para gozar. Gozar as férias, o tempo livre, ir ao cinema, ao shopping, ler a revista Nova, porque a Veja já exige demais dos meus neurônios. Quero simplesmente CURTIR vida, aquela que me resta.

Mas aos que ficam e aqueles que já foram na minha frente, sentirei saudades de cada um, de cada personagem das minhas crônicas, pois aqui aprendi coisas que até Deus duvida e por isso, vou dar umas dicas para a nova Bete que me substituirá.
Bete,
Quando houver um conflito você responde: Je suis desolée e sai de fininho. Se estressar, pede pra Célia entoar o Ohm e vai tomar café com a Mônica. Se tiver dúvidas na indexação daqueles livros teórico-filosófico-psiológicos ou que você não entendeu nada é só classificar em Arquitetura – Teoria. Quando o micro der pau você grita: VILAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Se você tiver alguma dúvida sobre qualquer coisa, peça ajuda para Ana, que o nó será maior e aí você desiste de solucionar aquele problema, pois já arrumou outro: convencer a Ana que você não quer mais resolver problema nenhum..

Quando precisar saber o custo que qualquer coisa, pergunte para a Satiko-lá-em-Atibaia-é-baratinho. Para endereços de farmácias: Rosilene. Para baladas, tipo raça negra, informe-se com a Iracema e/ou Rita de Cássia. Se o Google não te ajudar, pergunte para a Mônica que ela sabe. Questões de rede sociais, tweetar, blogar,retweetar, msn, saber fazer dez coisas ao mesmo tempo, falar com Lucila. Encomendar pão Pullman, Valéria. Encomendar uma oração, Zezé. Se precisar de ajuda e/ou alguém que responda: dexá que eu faço, Rejane. Dicas de exames médicos, aqueles que você nunca fez, Rita 2 A Fofinha, já fez e te explica direitinho nos mínimos detalhes. Para não resolver nada e embolar mais o meio de campo: Lisely.

Para bijus e bolsas customizadas, falar com as amigas da Dina, para baladas cults, Dina e suas amigas. Para querer se perder nos azuis dos olhos teus, por favor, falar com o Maurício-pavão. Para reafirmar a sua sexualidade ao mundo troque idéias com o Eduardo.

A dica mais importante é: Nunca, jamais em hipótese alguma se ofereça a ajudar a carregar os pacotes da Bete 1, pois aquilo tudo que ela carrega lépida e trigueira, parecendo plumas, pesam toneladas! E você corre o risco de ficar com bursite carregando apenas 1 pacote.

Se tiver fome é só ir à copa, que com certeza terá um lanchinho “para todos”.

E para finalizar, tenha sempre, no início do mês, uns trocadinhos. É que a Rosilene passará com o saquinho do dinheiro do presente dos aniversariantes do mês, Ufa!

Aí é só comer o bolo de aniversário, todo mês.



Boa sorte!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ai que susto!

E lá foi ela de novo pro Rio de Janeiro passar as férias de julho,
se apaixonar pelos cariocas e esquecer os paulistas.

De manhã gritei: Viva! férias de filha!
Mas após o jantar,depois de comer meia lazanha congelada,
na embalagem para não sujar o prato, percebo elas voltaram.
É as formiguinhas voltaram, para lembrar-me de novo,
que a geladeira ficará vazia e só as terei como compania.

E assim, triste e cabisbaixa, em menos de 24 horas,
já estou sentindo falta dos bordões:
mãe.....posso sair? mãe....trás uma coca?...o micro é meu!

Aí ligo o micro e PIMPA!
o pano de fundo mudou! que é isso? vírus?
Nãooo...apenas um recadinho da filha:


Ai que susto!
FilhAAAAA.....

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Iluminado



Supreendente!


Apesar da adversidades,

dos seus caminhos tortuosos

da falta de apoio de uns,

da dúvida de outros,

Marcelo provou que pode,

E que f..de!

Era o diabo no corpo,

Brilhou, surpreendeu!

E agora pode cantar:

“ Apesar de você, amanhã há de ser um novo dia”

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Circulando no Círculo Privilegiado


A crônica sobre o meu Círculo Privilegiado foi um sucesso de comentários, não no blog mas por emails; alguns felicitaram o meu retorno a ativa, afinal estive parada desde fevereiro, outros agradecendo a lembrança, mas à que mais me tocou foi a resposta da Célia-Zen., que trancrevo aqui:


Incrível, adorei, apenas esqueceu de um detalhe: A Letícia também tem um costume estranho de usar a medalha de Santo Antonio ou uma bolsa com a esfinge linda de São Cosme Damião cheia de medalhinhas, ou ,já vi um Santinho na mesa, não me perguntem o que ela faz...deve ser para meditar... quando alguma coisa está pegando e pegando mesmo, os anjos enviam o sinal e a Letícia Zehn se manifesta.... hahahahahhaha te peguei.rssss sem contar que as vezes vem com uma batinha indiana, saia indiana e fica mui linda hahahahahaha. Será? Ou vejo coisas demais.

Como ela trabalha diretamente comigo, me conhece bem!

Tá legal, confesso que tenho uma caída pelo zen, pelo além, pelo céu, água, terra, ar, flora e fauna. Confesso sim que já tive minha fase Feng-Shui em tempos de crise existencial, entulhando a minha casa com símbolos e signos da filosofia oriental, era sininho, baguá, velas, a cor vermelha ao leste, o preto ao oeste, na quina o amarelo, posição do espelho, a posição da cama, etc e etc. Hoje só tem o baguá esquecido no canto, o resto já era, está tudo pelo avesso. Não sei se o vento Chi ainda entra na minha casa, só sei que quando abro a janela no sétimo andar o pé de vento leva tudo.

Confesso que quando era jovem tomei pó de guaraná, café só com açúcar mascavo, comi broto de feijão, tentei o arroz integral, usei saião, cabelo crespo, a bolsa tiracolo (ainda uso) e desejava paz e amor para todo mundo.
Há 2 anos atrás quando precisei comprar um carro, recorri ao “Segredo”. Já tive um cristal na mesa, já pedi passe, quando o stress aperta peço à Célia que emane energia ao meu ínfimo ser. Quando a carga é grande suspiro: Aí Jesus porque nasci pobre?!
Já pedi uma seção de Reiki para Neusa curar a minha dor de cabeça; já fiz promessas, nas enchentes de São Paulo rezo o terço!
Confesso também que o meu santo preferido é São Longuinho, devido a minha condição de pré-alzheimer perco as chaves, os óculos (são 5!), o relógio, o controle remoto, anéis, celular, etc e tal, assim só São Longuinho me salva!
Já tive vontade de fazer Tai Chin Chuan, mas depois de assistir uma aula que me fez dormir em pé, mudei de idéia. Já fiz acupuntura.
Já tentei ser vegetariana, mas meu, ficar feito urso Panda comendo só bambu não dá; no livro “ A dieta do tipo sangüíneo” diz que o homem do tipo O (o meu tipo) são carnívoros com aparelho intestinal forte e necessitam comer proteínas animais diariamente, caso contrário, estão propensos a desenvolver doenças gástricas como úlceras e gastrites devido a alta produção de sucos gástricos. Não preciso explicar mais nada.

E como disse a minha amiga Carminha: todo mundo tem o seu lado cósmico.

Letícia 21/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Círculo de privilegiado ou men sana in corpore sano




Você já sentiu uma emoção estranha do tipo: já vi esta cena? E pensar que você é mediúnico que prevê o futuro? Quando eu era adolescente, passei várias vezes por esta sensação, às vezes achava que devia procurar um médico e/ou vidente para fazer um teste driver. Assim, descobrir se eu realmente tinha este poder.

Os anos passaram, fui envelhecendo e “ os filmes vistos” não passam de experiência da idade. Já vi esta greve, já vi carro bater, já vi o vizinho falar do tempo no elevador, já vi esta maldita nota no meu boletim. E me tornei uma pessoa cética, sem Deus, sem lenço, sem eira e nem beira.

Mas uma coisa eu tenho com certeza, é a capacidade de atrair pessoas zens. A primeira pessoa que conheci foi a Ivani, nos porões da biblioteca da faculdade de Educação e lá se vão mais de 20 anos.... Vegetariana e tem um costume estranho de abraçar tronco de árvores para a troca de energias. Depois na FFLCH conheci o Mário e a Regina, macrobióticos, recicláveis (desde os anos 90) praticantes da Yoga para a men sana in corpore sano. Na mesma época conheci a Rita que apelidei de Rita-Zen, a mesma coisa: yoga, vegetariana, com o adendo de defensora dos animais para a men sana in corpore sano.

Na FAU, primeiro trabalhei com a Rejane, que adorava caveiras e comia carne, uma pessoa normal. Passou um tempo e a lua virou, deu os 5 minutos e saiu do meu setor sendo substituída pela Célia e..........adivinhem????? ZEN! Vegetariana, reikiana, só se veste com roupas indianas, de preferência na cor roxa, para a troca de energia e/ou a proteção dos chacras, com a invejável men sana in corpore sano.

Só sei que neste ano veio outra Rita (que ainda não dei apelido) não é vegetariana, mas gosta de uns “retiros espirituais” e pratica Tai chin Chuan; tem até a espada!

Até a Zezé que passou pelo meu setor por uma semana, foi para um retiro espiritual em pleno carnaval!!!!!. Mas como boa nordestina, deve se fartar com carne de bode e por isso não durou muito por aqui.

Esqueci de contar também, que nesse meio tempo, casei e o meu sogro que era espírita praticante disse que a minha filha poderia ser a reencarnação da sogra! Sabe que às vezes acredito? Putz tem dia que é jogo duro!

Há pouco tempo a biblioteca recebeu a Cleide, uma misteriosa bibliotecária, para cuidar da Aquisição e eu me desesstressar... Misteriosa porque ela veio como troca do meu Puf Roxo (leia-se Neusa) assim: sem entrevista, sem saber a cara, sem saber no que ia dar.

Tá certo que o meu poder mediúnico se foi com a idade, mas desconfiava que neste angu havia um caroço: vir trabalhar comigo e não ser zen? Não ter a men sana em corpore sano? Hum...sei não.....

Já faz um mês que está entre nós e ainda não consegui tomar um café com ela, mas percebi que o povo da ala zen sempre a convida. Pensei: deve ser o horário.

Porém hoje devido ao rodízio de carro, cheguei mais cedo e ao arrumar um carrinho de doações atrás da sua cadeira, PIMBA! não deu outra: Cristais em sua mesa e no gaveteiro, uma seleção de pirâmides, símbolos e signos estranhos que eu não tenho a mínima idéia pra que servem. Acredito que devem ser para a men sana em corpore sano.

Só aviso aos amigos céticos e materialistas, que se um dia vocês me virem levitando, pode ter certeza que é o poder da mente desse povo que me rodeia!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O VAI QUEM QUER

O VVQ é o maior Bloco de Carnaval de Rua do Mundo!
Ele é que faz o carnaval de São Paulo
ser o melhor do mundo!

Vai quem Quer
Eu Vou Porque Quero.

vejam documentário dos seus trinta anos de história

http://www.vimeo.com/9233919

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


ODE DE ÓDIO E AMOR PRA SOFIA




A gente briga o ano inteiro.
Aí chegam as férias e cada uma vai prum lado.
É quando percebemos que uma,
 faz falta pra outra.
Então, assim, volta logo, Soso...
Pra gente rir e brigar, brigar pra rir,
Vem, vai...vem arrumar o seu quarto,
vem comer, pra eu mandar parar de comer;
vem pro Maracatu quebrar o pé,
chorar de dor pra eu cuidar do mal humor.
ô Soso, volta! Larga esses cariocas,
vem chorar pelos paulistas,
vem falar pelos cotovelos no meu ouvido,
vem travar o micro,
vem deixar a louça suja até juntar baratas;
Aqui em casa só tem formiga
e não tem comida.
Tá um silêncio de dá dó.
O seu quarto tá arrumado,
a pia tá limpa,
nem tem roupa pra lavar!
Volta, vai, volta logo e
vem me atormentar até eu gritar:
PRECISO DE FÉRIAS!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

UEBA!!! Ela respondeu

Recebi a resposta da DELL! e nem precisou do número da calcinha....
Lá vai ela:

Prezada Leticia,

O envio do tecnico só se da para problemas fisicos(hardware) da maquina em garantia.mas como esse caso é problema de software,peço que voce efetue 2 procedimentos se necessário.
primeiramente se possível restaure a maquina para uma data que nenhum problema ocorria,segue procedimenti;

-Clique no Menu Iniciar > Programas > Acessórios > Ferramentas de sistema > Restauração do sistema. Na janela que abrirá clique em avançar deixando marcado a opção para escolher um ponto de restauração. Escolha no calendário a seguir, a data em que não ocorria este problema.

Já veio com problema............

se o problema persistir mesmo assim,siga esse procedimento abaixo,favor efetuar um backup dos dados (salvar os seus dados em cd,dvd,pen-drive...) e efetuar a restauração da imagem de fabrica,segue;

-Para restaurar Windows Vista as configuracoes de fabrica.
-Teclar F8 na 1 na tela da Dell para acessar menu de inicializacao avancado do Windows.
-Entrar em Repair Your Computer
-A Janela System Recovery Options aparece.
-Selecionar linguagem e clique em avancar.

-Logon como administrador e clicar em OK.
-Clicar em Dell Factory Image Restore > Next > Yes, reformat Hard Drive and restore system software to factory condition. > Next (Barra de progressao vai aparecer) > Finish para reiniciar maquina.

Obrigado por utilizar nosso servico de suporte tecnico por email.

Atenciosamente,

Luis Eduardo Couto
Suporte Tecnico
Unisys Informatica Ltda.
Dell Computadores do Brasil

Putz grila! não entendi nada e se não der certo, que faço? chamo o Papa?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DELL não deu e nem dá



Pois é, quando resolvi comprar um micro novo, superhipermegablaster....falaram maravilhas da DELL e o que encantou era o apoio técnico.


Já que sou usuária doméstica, daquelas que vai na tentativa e erro e quando trava tudo chama um amigo pra fazê-lo funcionar.

Então optei pela DELL, pensando que assim que tivesse um probleminha era só mandar um email e/ou discar o 0800 e tudo estaria resolvido.

Como diria a minha filha: Dãããããhhhhh.

O micro está que nem funcionário público, depois do período de experiência (3 mêses) começa a dar problemas e você tem que ficar com ele. Se mandar embora, é uma novela de mais de 500 capítulos para substituí-lo.

Os meus problemas informáticos parecem simples é só fazer funcionar o scanner, o Office, organizar o C e o D e permitir que eu mesma, a dona e administradora da máquina, tenha acesso aos ARQUIVOS DE PROGRAMA. Simples não? Mas como conseguir falar com a DELL?

No 0800 depois de digitar, 2, 2, 3, 1, 2,1,1,1,2,2,2....infinitamente...vem a voz eletrônica e diz: seu tempo de espera é.................................. 10 minutos!

Aí a voz sugere o site, o chat, que também tem fila!, e email, etc....

Tentei o email.
Depois do login e da senha que esqueci e para recuperar é tipo Blade Runner, um longo suspense, mas chega ao fim.

Depois de devidamente recuperada a senha, preenchi um questionário que vai dos dados pessoais passando pelo sistema operacional (que sei lá qual é!) e os dados técnicos da máquina, só faltou pedir a cor da cueca e/ou da calcinha.

Depois deste longo trajeto, vem a 3ª. tela e onde deveria escrever a mensagem. Mas! Porém, todavia, contudo ....deparei-mee com três caixinhas para escrever, e pensei: se escolher a errada? Volta pro início? Como jogo infantil: PERCA UMA JOGADA, VOLTE TRÊS CASAS, VOLTE PARA O INÍCIO.

Bom escolhi a primeira, descrevi o meu desespero e cliquei ENVIE. FOI!!!!!!!

Já recebi a resposta automática com um baita número de protocolo de 20 dígitos e agora é aguardar o contato. Já estou sentada.

Já sinto saudades do meu micro cinza, com monitor tubo, montado a La mano totalmente pirateado. Era tão simples carregá-lo até a esquina para o vizinho restaurar ou simplesmente desligar e ligar de novo.

Fico no aguardo de um sinal, uma luz ou quiçá de uma voz gerundiando:

“Estaremos agendando uma visita”

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

to climb or to Kipling...



Noooosaaaa!!! fui convidada para conhecer as novidades da Kipling ou será climbing?

Olá Leticia!
Olha que demais essa super novidade da Kipling...
vale a pena conferir!
Te aguardo!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tô sem tempo 2 – A saga sanguessuga.



A minha postagem Tô sem tempo, bombou! Foram 3 comentários, mais duas respostas minhas e mais dois comentários em outro blog. Uau!

Por isso resolvi dar aqui um exemplo da minha falta de tempo para viver.

No sábado levantei às 6h30min h. da matina, tomei café lendo o jornal, acordei a minha filha que tinha reposição de aula. Às 07h30min deixei-a na escola, voltei para casa e dei uma geral nos quartos. Às 9h fui buscá-la e larguei na aula de teatro; estacionei meu carro na garagem e fui ao dentista de metrô. Até Santana são uns quarenta minutos, pra ser atendida por 30 minutos. Ou seja, levo mais tempo indo e vindo...

Chegando a casa dei um gás na lavagem das roupas e às 13h peguei a minha filha. Almoçamos no Mac, aproveitei que estava perto da Rebouças e fomos numa loja de móveis fazer orçamento para dar um upgrade na minha sala: rack, estante para livros e discos e uma mesa para o computador. Graças a Deus esqueci o cartão na outra bolsa, senão tinha saído de lá com uma dívida de seis mil reais em 10 vezes. “Só R$ 600,00 por mês...” disse-me a vendedora. Prometi sem falta voltar no domingo.
Saímos da loja corri para a Pompéia onde minha filha tinha um trabalho escolar na casa da amiga. Em casa fiquei fazendo os cálculos para ver se caberiam os móveis e principalmente se caberiam em meu bolso. Conclusão: não dá, é claro.

Por sorte a Sofia (a filha) voltou de carona, pedimos uma pizza que ninguém é de ferro, lavei a louça. Mas ainda tinha uma balada que a mãetorista tinha que levar e de gorjeta tinha que pegar um amigo no caminho. E às 9h. da noite lá fui eu largar a minha frasqueirinha no barzinho. Na volta pensei comigo: mereço relaxar...vou assistir algum filme na TV paga. Filme? Qual nada! Apaguei no primeiro bloco. Às 11h. definitivamente recolhi-me aos meus aposentos.

Domingo. Dia de descanso. Para você não sei, mas para mim...Bom, a Sofia tinha um encontro às 9h. no Butantã com seu grupo de trabalho do curso de modelo, então lá foi a mãetorista, depois do seu ritual matutino: café+jornal+banho e para isso tem que levantar 2h antes. Façam os cálculos!
No retorno, passei no supermercado, ao chegar na garagem, descubro que está faltando luz então, aproveito para fazer a feira que é na minha rua. Subi oito andares com as verduras e os pacotes de geladeira. Não sei porque comecei a limpar meu armário, o bufê da sala e o armário da Sofia e quando lembrei que precisava almoçar ela liga: Mãe pode vir me buscar...
Fui.
Mas ela tinha um almoço de aniversário. Da Vital Brasil subo a Rebouças entro na Santos, viro aqui, viro ali e conversa vai conversa vem... entro na Angélica e digo: Bom estamos na Angélica qual é o número?
- Mãe! Quem disse Angélica? É Apinagés!
- Caracas! Você não viu o caminho que eu estava fazendo? Porque não disse logo?
É a minha maldita surdez! Entro na primeira direita, vou dar atrás do cemitério da Consolação, subo a rua de mesmo nome, Av. Dr. Arnaldo, Afonso Bovero e ufa, largo a dita cuja na Apinagés.
Volto pra casa, subo os oito andares e já eram duas da tarde e ainda não tinha almoçado. Comi qualquer coisa que nem lembro, arrumo a bagunça dos armários que eu mesma tinha feito. Lavo a louça, lavo o banheiro, passo aspirador, toca o telefone: Mããee vem me buscar????
- Não.
Entre lavar a cozinha e fazer uma puta salada pro jantar, optei por este último. Afinal a minha filha que quer ser atriz e modelo fotográfico está precisando de uma força no regime. Lavei o alface, o agrião, piquei o tomate, raspei e cortei as cenouras, cozinhei várias batatas, reguei-as com azeite e salsinha, cortei uma sardinhas, arrumei a mesa.
Quando ela chegou -voltou a pé- chamei para o super jantar, que fiz com amor e carinho e dor nas costas...! Sentou comeu duas folhas de alface e levantou dizendo que estava sem fome. Foi dormir.
E a mãetoristafaxineiracozinheiralavadeirabestaquesóela foi buscar o resto das compras no porta-malas do carro, a luz tinha voltado! Guardei as compras E fui dormir moída. No dia seguinte não seria apenas a bibliotecária duas em uma, mas isso explico em outra crônica.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Oração à Emily




Emily que estais no céu
Perdoai-me se um dia te ofendi,
Não foi por mal.
Quando dizia ser sua herdeira
Era porque tínhamos muito em comum:
Surdez, perder o carro no estacionamento,
Fazer processamento e ter parentes no Vale Paraíba.

Ò Emily que estais aí, sentada ao lado direito,
Do criador do céu e da terra,
Do homem e da mulher,
Mandai-me um marido abastado,
Porque aqui embaixo
Andam dizendo que nem disso, sou capaz! Calúnias...
(mas pra falar a verdade, quem diz não vale um tostão de mel coado)

Ò amiga que estais no céu,
Vendo tudo o que se passa por aqui,
Daí-me uma luz!
Ajudai-me com essa tal FAPESP!
Apontai-me o caminho,
Mandai um sinal de como preencher as planilhas.
Onde encontro os números certos.
Fazei com que o Setor Financeiro
Me diga quanto de dinheiro nós temos!

Aproveitando esta oração...
Sussurrai a senha do banco para a sua família.

Amém.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tô sem tempo de viver

Tô sem tempo de viver
São tantas coisas pra fazer:
Filha casa trabalho lazer
Costura faxina carro escrever
Ser mãe ser pai ser filha
Compras consertos planejamentos
Médicos dentistas exames.

Estou sem tempo pra viver
São tantas coisas
Ser paciente e enfermeira
Ser mãe modelo e mãe de modelo

Cadê o meu eu que me fazia ser
Eu somente
Baladas músicas danças barzinhos?
Tô ficando cansada de viver.